quarta-feira, 23 de junho de 2010

ORIENTAÇÕES PARA UMA VIDA DE SUCESSO (Hebreus 13:1-25)

Em outras palavras: Uma vida que agrada a Deus, certamente é sinônima de sucesso, que por sua vez na teologia de Jesus, tem a ver com conceitos e valores balizados pela Palavra de Deus, onde “felicidade não se experimenta quando se CHEGA A UM CERTO LUGAR ou quando ADQUIRIMOS ALGO QUE SE POSSA COMPRAR, mas por desfrutar de um estado de espírito que transcende a dimensão natural e traz a paz que excede todo entendimento.” (Ed Rene Kivitz – Vivendo com propósito)(Filipenses 4:7)

Vejamos algumas orientações da Palavra de Deus:

(Hb 13:1) Seja constante o amor fraternal - Somos um povo sim, e todo povo tem uma identidade: Unidade ainda que na adversidade;

(Hb 13:3) Lembrem-se dos que estão na prisão, como se aprisionados com eles; dos que estão sendo maltratados, como se vocês mesmos estivessem sendo maltratados. Nunca ficar alheio às necessidades dos que estão à sua volta, pedindo a Deus que incomode você a cada dia dando-lhe compaixão;

(Hb 13:7) Lembrem-se dos seus líderes, que lhes falaram a palavra de Deus. Observem bem o resultado da vida que tiveram e imitem a sua fé. Estejam sempre prontos para aprender com os que têm corrido bem, e busquem fazer o mesmo;

(Hb 13:9) Não se deixem levar pelos diversos ensinos estranhos. Se dediquem a conhecer mais sobre a Palavra de Deus, estudando, meditando e tirando suas dúvidas com seus pastores e líderes, para que tenham uma vida espiritual saudável e agradável a Deus.

(Hb 13:15) Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome. Aquele que confessa Jesus como Senhor de sua vida não pode provar essa afirmação se não for por atitudes. O sacrifício do meu “EU” da minha “VONTADE” em detrimento da “VONTADE DE DEUS”;

(Hb 13:17) Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. A submissão aos seus líderes não pode se confundida com a “PRIVAÇÃO” da minha liberdade de pensar e agir, mas deve ser entendida como oportunidade de servir a Deus através da obediência aos líderes espirituais que Deus levanta no meio do Seu povo para edificá-lo em amor.

Pr Joésio Gomes

ENSINO, ESTRATÉGIA DE MESTRE

“Ora, os principais sacerdotes e os escribas ouviram isto, e procuravam um modo de o matar; pois o temiam, porque toda a multidão se maravilhava da sua doutrina.”(Mc 11:18)

Que outra palavra poderia substituir esta sublinhada acima, de forma que o texto continuasse a ser entendido claramente e sem prejuízo do seu sentido original?

Certamente, dependendo da variedade do vocabulário do leitor, algumas palavras atenderiam a essas exigências. No entanto, quero deter-me a uma só delas, aquela que penso ser a primeira na mente da maioria de nós: “ENSINO”.

No contexto vivencial de Jesus, essa palavra se tornou uma marca característica de Sua estratégia para a expansão do Reino de Deus na terra. Não foi por acaso que Jesus recebeu títulos como: “Rabi e Mestre” na verdade, títulos como esses eram uma prerrogativa de poucos. Tais mestres eram instruídos desde cedo na leitura e escrita, sendo de forma geral, membros de famílias tradicionais e influentes da comunidade judaica (fariseus, escribas e saduceus).

Nesse contexto histórico-político surge Jesus, quebrando paradigmas que até então pareciam intocáveis. Ele vem de uma cidadela inexpressiva aos olhos humanos, de uma família desconhecida da sociedade, tão pouco da liderança religiosa de sua época, ainda assim se torna não apenas um conhecedor e ensinador da Lei como os demais, Jesus é aquele que esclarece, contextualiza e o mais impactante, vive o sentido real da Lei. (Mateus 5:17)

Com o ensino de Jesus, aprendemos que não basta falar sobre a Palavra de Deus no grupo pequeno, na família, no trabalho ou na igreja, Ele foi muito claro a esse respeito: “Na cadeira de Moisés se assentam os escribas e fariseus. Portanto, tudo o que vos disserem, isso fazei e observai; mas não façais conforme as suas obras; porque dizem e não praticam. Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; mas eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.”(Mateus 23:2-4) Para Jesus o ato de ensinar deve ser conseqüência natural do nosso novo estilo de vida, para Ele o ensino das Boas Novas do Evangelho através das palavras, é uma ferramenta poderosa e essencial para alcançar a nação, não devemos perder a oportunidade de abrir os lábios a tempo e fora de tempo para proclamar a razão de nossa esperança, mas podemos e precisamos ensinar sobre esse maravilhoso amor mesmo sem elas. Que o Deus Eterno continue a nos abençoar. Amém!

“Que sentido faz chamar Jesus de ‘Mestre’ e ‘Senhor’ para depois discordar dEle? Sua visão das Escrituras deve tornar-se a nossa visão. (…)” John Stott

Pr Joésio Gomes

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O PROBLEMA DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA E O PAPEL DA IGREJA

Há algum tempo na mídia televisiva em horário nobre, era veiculada uma matéria que chocou mais uma vez a sociedade brasileira.
“Não tenho como segurar esse menino em casa se não for assim, colocando essas correntes nele...” foram mais ou menos as palavras proferidas por uma senhora de meia idade, de classe baixa, moradora da periferia de uma de nossas grandes cidades. Vale salientar que tal comentário ela fazia referindo-se a seu filho, um jovem saído da adolescência e que conhecera o crack (Narcótico produzido a partir da pasta-base da cocaína, bicarbonato de sódio e outras substâncias) tornando-se dependente dele.
O contexto vivencial daquela senhora, infelizmente é o mesmo de milhares e milhares de brasileiros e por que não dizer de famílias inteiras ao redor do mundo. Digo famílias inteiras porque quando um membro da célula mater da sociedade é atingido pela dependência química, não importando a categoria dessa droga, ou seja: Lícita ou ilícita, toda a família é envolvida e sofre as conseqüências destrutivas desse mal.
Quando falamos sobre o crack, a maconha, o êxtase, a cocaína, o álcool ou quaisquer tipos de psicotrópicos, precisamos entender que lidamos com uma crise sem precedentes e de conseqüências desastrosas para todas as nações do planeta. Não podemos tratar esse tema como casos isolados, ou cair no grande erro de setorizar o problema determinando sua causa como uma questão de educação, má distribuição de renda ou falta de planejamento estratégico de alguns governos para a prevenção e correção desse mal. Torna-se essencial a percepção de que a dependência química é um tema mundial e atinge todo aquele que a desafia, fazendo uso ainda que por curiosidade de qualquer uma de suas formas dantes descritas.
Em meio a essa macro-visão do problema da dependência química, esta inserida como uma luz no fim do túnel a igreja.
Como um vibrante defensor e proclamador do Evangelho de Cristo, enxergo naquela que proferimos ser nossa regra de fé e prática, a saber: a Bíblia, a única esperança para a transformação de uma sociedade que perde a cada dia seus filhos, pais e mães para as drogas. Essa convicção esta baseada no texto do evangelho de João que nos diz: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. (Jo 8:36).
Creio que é fator indispensável ao homem que luta contra a dependência química, reconhecer que precisa de ajuda nessa batalha e que Deus em sua infinita misericórdia, não só dará o suporte espiritual a tal homem que lhe suplica como também, levantará outros que se colocarão a serviço da restauração física, mental, emocional e social deste.
A igreja de Cristo sobre a terra já trava esta batalha há muito tempo, algumas de forma discreta e perseverante, outras com maior evidência na sociedade, mas ambas caminham com o propósito de ser soldado ativo e incansável nessa batalha.
Ainda que saibamos da promessa de Jesus em sua palavra, precisamos entender que Ele sempre utilizou recursos sobrenaturais e naturais e continua a fazê-lo ainda hoje, para manifestar o seu cuidado por sua criação. Em II Reis capítulo vinte, Deus cura o Rei Ezequias de uma úlcera mortal, mas faz isso através de seu servo o profeta Isaías e ainda utilizou uma pasta de figos para tratá-lo. No Evangelho de Mateus no capítulo catorze do verso catorze ao vinte e três, Jesus realizou um dos milagres mais surpreendentes relatados no Novo Testamento, Ele alimenta mais de cinco mil homens além de mulheres e crianças de forma sobrenatural, no entanto, fez Ele questão de lançar mão dos recursos naturais que estavam à mão de seus discípulos (cinco pães e dois peixes).
Considerando tais observações, entendo que a igreja tem um papel fundamental na libertação do homem da dependência química, e isso se deve ao fato de que ela é o canal para fazer conhecer ao homem o poder do evangelho libertador e resgatador de Jesus, que é a parte sobrenatural do processo terapêutico. Aliado a isso, e nunca sobreposto ou independente disso, esta a ação acolhedora, disciplinadora e social que acompanha o ato de cuidado.
Para que as atividades acima descritas possam desenvolver-se de forma eficaz, a igreja pode e deve capacitar-se com recursos inerentes aqueles que anseiam servir com qualidade nessa área (cursos, profissionais qualificados, voluntários etc.). Deve também, buscar parcerias que viabilizem cada uma delas (Governo, prefeituras, secretarias de saúde) trazendo à sociedade como um todo a assumir a responsabilidade de estender a mão e ajudar a retirar seus pares das garras desse monstro devorador de vidas.
Creio na igreja de Jesus como peça fundamental no projeto de resgate das vidas hoje laçadas pelas drogas. Creio em uma sociedade e um estado que precisa ser sacudido e mobilizado para fazer parte desse projeto. Precisamos dizer não às drogas, mas precisamos acima de tudo dizer sim a Jesus!
Joésio Gomes de Oliveira